Mostrando postagens com marcador Estréia Brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estréia Brasileira. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"O Procurado" ou "Wanted" já nos cinemas.

Censura: 18 anos
Diretor: Timur Bekmambetov
Elenco: Angelina Jolie, Morgan Freeman, James McAvoy
Nome Original: Wanted
Ano: 2008
País: EUA
Duração: 110 minutos
Site: Oficial

Filme baseado nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones revela a saga de um justiceiro

Funcionário de um escritório, o contador Wesley (James McVoy) não vive grandes emoções. Acostumado a uma rotina tranqüila e repetitiva, ele recebe com surpresa a novidade de que seu pai era um matador. Ele fica sabendo disso ao ser abordado por Fox (Angelina Jolie) em um bar. A moça revela ao rapaz o passado de sua família, confessando que seu pai era membro de uma fraternidade de assassinos.

Esta informação causa uma reviravolta na vida de Wesley. Ele deixa o pacato dia-a-dia da contabilidade para conhecer os lugares frequentados pela Fraternidade. Lá, ele conhece Sloan (Morgan Freeman), que revela ao jovem que seu pai foi morto em combate. Agora, o objetivo de Sloan é acabar com a vida de Cross, que vive na Europa e foi responsável pela morte do pai do contador. Sem jeito nenhum para ser um assassino, Wesley precisa decidir se aceitará fazer parte do time de justiceiros para cumprir a missão de encontrar O Procurado e acabar com a vida dele.

O longa-metragem marca a estréia do cineasta russo Timur Bekmambetov em Hollywood. O filme é baseado nos quadrinhos de Mark Millar e J.G. Jones e tem orçamento estimado em US$ 75 milhões. As filmagens ocorreram nos Estados Unidos e na República Checa.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Entrevista de Angelina Jolie sobre Beowulf


Enquanto esperava na fila do avião, para embarcar para Los Angeles, onde entrevistaria Angelina Jolie e outros atores de A Lenda de Beowulf, uma decepção: ao celular, o pessoal da Warner Bros me informava que a atriz havia cancelado todas as suas entrevistas. Ela estaria presente apenas na coletiva de imprensa do filme de Robert Zemeckis. Ao menos, o grande interesse pela beldade rendeu várias perguntas de todos os presentes. Simpática - e ainda mais bonita do que se vê nos filmes (sim, ela é tudo isso) - Jolie, que vive no filme uma sedutora e perigosa mulher-dragão, foi o centro das atenções daquela tarde.

Como foi trabalhar com Robert Zemeckis?
Angelina Jolie - Foi uma ótima experiência. Acho que o melhor de tudo é que às vezes fazemos filmes e eles se tornaram um negócio tão grande que perdemos o contato com o processo artístico. É tudo tão apressado... e Bob é um artista de verdade. Ele tem paixão verdadeira pelo que faz, tanto amor e entusiasmo, que você realmente se sente bem e se lembra de como é ser alguém criativo. E eu precisava disso como artista, desse ambiente. Então foi uma ótima experiência.

Como você entrou no projeto?
Eu fiquei muito empolgada em receber a ligação da equipe de Bob Zemeckis perguntando se eu queria participar do novo filme dele. Então estava dizendo "sim" pra qualquer coisa. Aí me disseram que eu seria um lagarto, haha, e me levaram a uma sala cheia de desenhos conceituais dessa mulher pintada de ouro que se transforma em réptil. E eu pensei na hora "isso é legal, tenho filhos e essa coisa toda pode ser bem divertida, viver essa doida criatura reptiliana". Fiquei muito empolgada. Aí conheci Crispin [Glover], fizemos ótimas cenas juntos... até que vi o pôster e percebi "bom, não sou só um lagarto"... ahahahaha, mas adorei e estou empolgadíssima com o filme. A personagem é divertida demais. É maligna, sedutora... ótima, uma femme fatale.

Você já fez vários trabalhos de dublagem, mas esta é a primeira vez que empresta movimentos a uma animação. Você gostou da experiência? Faria novamente?
Eu não consigo nem chamar este filme de "animação", pois cada um dos gestos ali é nosso. A atuação é nossa e transmitida para um modelo. Até nossos globos oculares eram mapeados. Se nossos personagens olham para um lado, é porque nós estávamos olhando pra esse canto. São nossas atuações e todas as cenas foram feitas com os atores que estão na tela, juntos. É algo muito diferente e inovador. Mas eu certamente voltaria a esse processo.

Foi difícil atuar dessa forma? Você teve que fazer algumas coisas bem "inumanas" ali - como voar...

Bob faz com que você faça coisas bem estranhas. Para as cenas aquáticas, me prenderam pela cintura a um aparelho com rodas. Foi esquisito. Isso foi logo no primeiro dia e eles tiveram que inventar meio que na hora os movimentos daquilo. Então nadei com a parte superior do meu corpo, enquanto era empurrada ao redor de Crispin, tentando fingir que estava nadando de verdade. Voar foi a mesma coisa. Me amarraram com arames e me empurraram pelo set.

E o que você achou do resultado?
Fiquei um pouco envergonhada... eu não esperava que as personagens se parecessem tanto conosco. Mas ficou muito real. No começo [quando a aparência é reptiliana] é divertido, mas há alguns momentos [a nudez] em que fiquei realmente envergonhada me vendo. Então tive que ligar pra casa e explicar as coisas, ahahahaha, dizer que aquela animação divertida que eu tinha feito era, na verdade, meio diferente do que ele [Brad Pitt, o marido] esperava. Ahahaha. Fiquei surpresa... mas adorei minha cauda!

Também adorei os trechos em inglês arcaico, que foram lindos de fazer. Alguns deles foram cortados, porque acho que eram difíceis demais para as pessoas entenderem, mas foi divertido aprendê-los. Foi lindíssimo.

As personagens femininas do filme são bastante fortes, apesar da submissão da época. Você levou em consideração esse momento na criação da sua personagem?
Minha personagem não se parece com as outras mulheres do filme, não apenas por não ser humana, mas por sua personalidade. Ela está além do seu tempo. É muito poderosa e capaz - mesmo enfiada numa caverna, ahahaha. Uma personagem muito diferente mesmo... certamente não é uma mulher daquele tempo.

Você tem uma família grande agora. Como você equilibra sua vida particular e a profissional? Um projeto como A Lenda de Beowulf deve afastá-la dias de sua família...
Toda a minha participação em Beowulf durou só 3 dias e meio - e eu estava grávida de 2 meses e meio. Então não tive problema nenhum aqui. A propósito, meu corpo foi digitalizado antes [da barriga começar a aparecer]. Nesse caso não precisei trabalhar demais... mas nos outros projetos tento equilibrar... trabalhar um pouco e parar um pouco. Não é tão difícil.

Você leu o poema original?
Eu li há muito, muito tempo. E acho que dormi no meio. Mas é uma dessas histórias épicas que você simplesmente conhece. Sabe do que se trata. Mas não tenho base para comparar o roteiro ao original. Meus interesses na época eram outros...

O que você lia?
Hum... estou tentando pensar em alguma coisa brilhante pra dizer, mas quando eu era menina gostava mais de A Ilha do Tesouro... e bem mais de cinema. Lawrence da Arábia era meu favorito. E lia os livros de Winston Churchill que contavam suas histórias de juventude e aventuras.

Fonte:OMELETE

Estreia de Beowulf, hoje.


Mais que uma evolução tecnológica, A Lenda de Beowulf (Beowulf) levanta discussões interessantes.

A forte temática sexual da história, repleta de fortíssimo subtexto, diálogos sacanas e cenas de nudez mascarada, passou batida pelos orgãos classificatórios tanto aqui como nos EUA. A "casca" digital dos atores parece amainar o olhar censor, que deu ao filme o leve 14 anos no Brasil e 13 anos lá fora. Indícios de que a animação continua sendo vista como coisa de criança. Mesmo quando não tem nada de infantil.

A estilização da violência, tão comum no cinema de ação, aproveita-se assim das brechas e migra para a história. Nada mais pertinente, afinal Beowulf é um filme que trata essencialmente de como mentiras e distorções - mesmo que sutis - operam os rumos da civilização, motivadas por tentações. O herói, o guerreira geata Beowulf (Ray Winstone), cria "versões estendidas" de seus feitos cada vez que os narra. Tais contos impressionam o fanfarrão Rei Hrotgar (Anthony Hopkins), que também tem lá sua parcela de culpas passadas.

São evidentes os méritos da qualidade do texto bem amarrado de Neil Gaiman e Roger Avary ,que adapta o poema épico ancestral da língua inglesa. Não é por acaso que a talentosa dupla deu um nó nos censores. Sua habilidade em registrar sutilezas, o que está fora da cena, só é superada pela direção de Robert Zemeckis, que efetivamente conseguiu migrar isso do papel para a computação gráfica, neste que é o filme mais expressivo já criado com essa tecnologia.

Ok, a "captura de performance", com a qual o longa foi desenvolvido, ainda tem espaço para ser aperfeiçoada. Em determinados momentos ainda acontece aquele bizarro fenômeno de repulsa que sentimos ao ver algo que parece humano, mas que traz consigo uma estranheza, como se observássemos um cadáver animado. O efeito, que imagino seja explicado por algum gatilho evolutivo (ninguém quer ficar perto da morte), era gritante em O Expresso Polar, primeira incursão de Zemeckis no 3-D, mas dá um salto absurdo adiante em Beowulf. Vale exaltar também a ousadia de Zemeckis em investir nessa evolução, já que todos esses problemas seriam extirpados se os bonecos tridimensionais fossem caricatos, o que imediatamente, pela distância estética, elimina a sensação de assistirmos a mortos-vivos.

Sem as limitações físicas do posicionamento de câmeras e iluminação real, Zemeckis também dá um show de enquadramentos (se bem que o filme fica muito melhor no formatão quadrado do Imax 3-D) e ângulos. Sozinha, a cena da corrente fechando a porta do Salão de Hidromel é exemplo disso. Além da beleza da tomada, quase artesanal, ela escancara uma conquista do cineasta que só posso comparar (guardadas às devidas proporções) às experimentações de Orson Welles com o tratamento da profundidade de campo. Vale lembrar, porém, que obviamente só notará isso quem assistir à versão RealD do filme . Em todo o filme personagens destacam-se perfeitamente do fundo e outros personagens - ocupando seu próprio espaço. E a técnica é relevante também à história... ou o terreno não é fator fundamental à ira de Grendel (Crispin Glover)?

Igualmente bem pensada é a trilha sonora do ótimo Alan Silvestri, colaborador freqüente de Zemeckis. Ajuda o fato de Gaiman e Avary terem escrito as letras das canções, mas a música incidental é misteriosa e empolgante nas doses certas. Preste atenção no tema da Mãe de Grendel (Angelina Jolie). É excelente... transmite em poucas notas toda a ambientação do refúgio da criatura - e seu estado de espírito.

Numa nota menos positiva, as sessões 3-D no Brasil são todas dubladas, o que nos priva do talento vocal do elenco estreladíssimo. Mas aí entra uma limitação incontornável no momento: ainda não há tecnologia disponível para legendagem em 3-D. Isso deve mudar em breve, mas ao menos a dublagem nacional não compromete o filme. Fica a ressalva apenas ao dublador do protagonista. Em diversos momentos achei que estava ouvindo o Shrek... o vozeirão e o sotaque de Ray Winstone fazem toda a diferença.

domingo, 25 de novembro de 2007

Cinema Estréia: Tem Jesse James á solta no Brasil...

Confira agora o filme que chegou às telas em 23 de novembro!


No epitáfio original de Jesse James (1847 - 1882), escolhido por sua mãe, lia-se "Em memória de meu filho, assassinado por um traidor covarde cujo nome não é digno de aparecer aqui".
Se estivesse viva, Zerelda James (1825 - 1911) provavelmente se oporia ao mais novo filme sobre seu filho mais famoso. Ou pelo menos ao título, O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford.


Ao colocar no longo nome do filme, lado a lado, os nomes do lendário fora-de-lei e pistoleiro e seu matador, o drama de Andrew Dominik (veterano diretor de comerciais australiano) já explica aos mais atentos a que veio. Este não é o típico faroeste a que estamos acostumados. Não veremos o herói (ou anti-herói) cavalgando em direção ao pôr-do-sol no final. Não teremos um duelo honrado, com pistolas nos coldres e disputa honesta de habilidades. Não assistiremos aos atiradores precisos que furam moedas em pleno ar. Não ficaremos em dúvida sobre quem sairá vivo do embate final. Mas sabemos quem vai matar e quem vai morrer. E temos uma boa idéia de como.

Dessa forma, a produção se aproxima mais de uma continuidade da reinvenção moderna do mito do Velho-Oeste, tendência crescente nos últimos anos e iniciada por Clint Eastwood em Os Imperdoáveis, a um filme de gênero convencional. Seu tom e ritmo também são bastante distintos. Mais contemplativo e emocional que empolgante ou tenso. É muito mais Terrence Malick que Howard Hawks.

A única qualidade dos westerns clássicos que O Assassinato compartilha é a preocupação com a fotografia e música. A trilha de Nick Cave (que faz um ponta no final) e Warren Ellis é assombrosa e climática. Já Roger Deakins, diretor de fotografia, é quase um terceiro personagem principal na história, ao lado de Brad Pitt (Jesse James) e Casey Affleck (Robert Ford). O veterano Deakins, parceiro de sempre dos irmãos Coen, porém, vai muito além das grandes aberturas, da vastidão do oeste, do contraluz enigmático. Ele emprega com sensacional efeito filmagens através das vidraças rústicas - sensação que replica ainda em seqüências de flashback, borradas nas bordas. Tais cenas engrandecem a lenda, mais tarde desmistificada, de Jesse James.

Pitt vive o célebre pistoleiro com um convincente cansaço. Ele, como o criminoso emocionalmente instável, conhece as armadilhas da fama. James, incansavelmente perseguido pelo governo, vive escondido, mudando de casa com a família e temendo ser alvejado pela recompensa sobre sua cabeça (fugir dos paparazzi, do assédio histérico dos fãs, da mídia, deve dar quase na mesma). E a meditação sobre a celebridade que filme propõe não pára por aí. Quem é Robert Ford senão uma dessas pessoas lamentáveis que tentam se parecer com famosos ou buscam frequentar os mesmos lugares que eles? Casey Affleck, irmão de Ben, interpreta o estúpido assassino que confundiu fama com infâmia, de maneira brilhante, com uma petulância fingida e fragilidade de dar pena.

Assim, através de um retrato de época, O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford retrata o mundo de hoje. Basta trocar os cartazes de procurados pela Caras.

Direção:Andrew Dominik
Roteiro:Andrew Dominik
Elenco:Brad Pitt, Casey Affleck, Sam Shepard, Mary-Louise Parker, Sam Rockwell, Garret Dillahunt, Paul Schneider

Drama/Faroeste - 14 ANOS
(The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) EUA, 2007. Direção: Andrew Dominik. Elenco: Brad Pitt, Mary-Louise Parker e Brooklynn Proulx. Duração: 158 min.

sábado, 24 de novembro de 2007

Site brasileiro disponibiliza um sorteio para a pré-estréia de A Lenda de Beowulf


Quem recebeu a edição de número 106 do Omailete ou acompanha o Omelete no twitter recebeu em primeira mão um teaser da nossa nova promoção.

"Deixe a noite do dia 27 de novembro reservada na sua agenda!", dizia a mensagem postada no serviço de microblogs. E "Em 27 de novembro, o Omelete vai te levar para outra dimensão!", grafava o assunto da nossa newsletter semanal.

Pois chega de mistério! O que nós queremos te contar é que na última terça deste mês, a Warner Bros. Brasil e o Omelete vão promover uma pré-estréia exclusiva do filme A Lenda de Beowulf em São Paulo. E com projeção do filme em 3-D!!

Para participar deste concurso cultural, você precisa ser cadastrado no Omelete (o que você pode fazer clicando aqui) e responder à seguinte pergunta: "Por que eu devo ganhar dois convites para ver A Lenda de Beowulf antes de todo mundo?"

Clique no link abaixo e envie agora a sua participação. As 50 respostas mais criativas vão ganhar um par de ingressos para assistir ao filme A Lenda de Beowulf ao lado da equipe Omelete.